terça-feira, 13 de maio de 2014

Indo(mar)vel


Indo ao encontro do mar.
Ser do mar.
Não domar nada...

 Inspirando poesia pela brisa, acendo vivacidade nas minhas palavras.

Sou muito mar...
Do mar, eu amo tudo.
 Mas nada quero domar.

Ser selvagem encanta muito mais.

Acho inebriante a maneira que as águas silvestres enfeitiçam sereias.
Até mesmo elas, tão cheias de si, tão metidas a domadoras, caem na corrente do mar conquistador.

Que mania de dominação!
Essa soberania ilusória de um povo ínfimo.
Diante da vastidão do universo, acreditam mesmo nessa patética ideia de posse. 

Represar não leva ninguém a lugar nenhum.
Não leva as águas a lugar algum...

Diga-me, o que é água sem movimento?
Enrijecida, não faz sentido e nem é sentida na sua dinamicidade e fluidez.
Vida empedrada, cristalizada, engessada... Não vive.

O mar me ensina muito.
Eu me [re]aprendo o tempo todo:

Acho que entendo...
Recuo em crise...
Volto a achar que entendo
Recuo em crise...
Acho que entendo mais...
Recuo em crise...
Vai e vem... mas sempre mais, sempre mar.

Ondas de uma metamórfica aprendiz
Enfim e sem final,
Nunca domar. 








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