terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Plim, plim.

A programação pobre, especialmente do horário nobre, encobre toda a dura realidade que se passa na sociedade, mascara o político corrupto, esconde o executivo esnobe, faz papel solidário fajuto e nos prende à novela das nove.
Somos alienados! Damos brecha ao aparelho de TV ligado, deixando esclarecimento e resistência de lado. Vivemos pelas cidades conversando sobre os cada vez mais inúteis "shows de realidade". A TV cala nossa boca, a TV é louca e nos enlouquece ao ponto de termos pouca vontade de ter vida solta. A TV nos prende, nos rende, sente que pode ser maior que a gente e sempre, de repente, nos surpreende com uma epidemia que nos deixa inconscientes.
A programação do dia nos assombra e nos espia, traz uma espécie de lombra que vicia, que nos desvia do caminho, da real estrada. O que se enxerga na telinha é pior que gordura saturada, entra na nossa sala e traz sedentarismo. O que chega na nossa visão é a informação pífia, e quem dita todo padrão hoje é a mídia. Estamos sem saída, sem um ponto de fuga, já que quando se pluga a antena, tudo se afunda em quarentena.
NINGUÉM é totalmente inalienado, ninguém está isento desse fardo, de uma comida que nunca deixa o povo farto, na verdade traz mais apetite, é quase uma inflamação, é uma "alienite". Só que o poder está nas nossas mãos, o poder de desligar a televisão, fugir dessa tele-escravidão, entendendo que o mundo é de uma imensidão agradável, de uma notável vastidão. Então, se vier o "Corujão", o "Caldeirão" ou o "Domingão", use um advérbio popularmente conhecido como: NÃO!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O mover.

Como astronautas, devemos garimpar descobertas.

O que nos move é a necessidade do descobrimento, do auto-descobrimento. Necessidade de se pôr fermento para o crescimento mental. Tal movimento, que causa certo enjoo em quem o faz, pode ser lento como uma lesma, ou rápido como o vento, a depender do entendimento pessoal.
O que nos toma o poder de movermo-nos é o fechamento da mente, a escuridão naquilo que se sente, no que, realmente, nos faz sorrir ou chorar. A imobilidade do pensamento, ou até da alma, bate palmas para o nosso relento, para nossa aflição.
Com a falta de movimento, nos tornamos vulneráveis, ou mais vulneráveis do que já éramos. Sentimentos, antes intragáveis, passam a ser realidade no nosso acordar e no nosso sono, no nosso andar e na inércia, na nossa vida que, na verdade, é uma peça de teatro, que nem sempre será sucesso de bilheteria. Aliás,  sempre costumamos vender poucos ingressos para a nossa cotidiana encenação, pois quase sempre o regresso consegue nos tirar a concentração e cambalear nossas pernas, até que sejamos derrubados.
Todos deveriam saber o valor que existe nas interrogações da vida, nas prorrogações insistidas, nas discussões proferidas, nas idas e vindas do universo humano. Visão de mundo se cria, seja com sociologia, teologia, filosofia ou numa sadia esquizofrenia do pensamento. Portanto, e afinal, para "sair do lugar" é preciso buscar a instrução, saber pensar com a cabeça e amar com o coração, acordar de terça a terça disposto a ter o universo na palma da mão. Vale ser desbravador de constelações, equilibrista de relações, contribuinte para formações... é necessário se ter fome de comer o "saber" para não morrer, já que para mover-se, primeiro é preciso se mover.

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