domingo, 12 de janeiro de 2014

Minha Lua, meu cariri, meu pau-de-arara




Desmancham minha liberdade de viver no Mundo da Lua, como se eu fosse louca ao ponto de parar de habitar essa Estrela tão sã. 
Vai, diz-me o rumo certo que a minha subjetividade possa seguir, se ela mesma não possui pista, régua, nem chão pra se limitar. 
“O que eu sou?”, disse meu irmão caçula, quase que inconscientemente. Expondo livre e surpreendente nu, seu pensamento puro, quando minha mãe intimou a fazer o que foi mandado. 
Diz. O que sou? Até mesmo quando me coloco universal e pleno na busca do autoconhecimento, ainda assim, não posso ser. 
E então, o ser humano, responde, quase que num flash, e indaga tão sereno que nem mesmo a barreira da coerência lógica no manual de como responder a um chamado, foi capaz de fazer muro.
E agora, com a mesma audácia destemida, vem e me revira a abandonar a minha Estrela, que talvez seja o único lugar natural e límpido da iMundice do Mundo. 
Sou nomeada, codificada Ailla, (até nisso, rotulada por imposição do que já existia antes mesmo de nascer). E por mais quimérico que possa parecer. Um dos significados do nome: Aura da Lua.
Só que não posso passar por essa afronta sem tentar ao menos, desfigurar o significado, que sempre ronda e cutuca a menina de aura lunar. Fui desafiada. E se me chamam a fechar a porta da minha Estrela, se impõem esse enquadramento, então meu retorno custará na  persistente indagação.
Se eu não posso caminhar em direção ao Mundo da Lua, desvenda então, o trilhar do Mundo da Terra!

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