quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"...é carne Friboi".

O ser humano é fruto do meio. JJ Rousseau pensou isto no século XVIII, entretanto ainda hoje o homem é fruto daquilo que é dominante na sociedade. As imposições, fruto da mídia megalomaníaca, vêm acabando gradativamente com valores morais e sentimentais, nos dizendo o que comer, o que ouvir, o que cultuar, enfim, o que ser.
Somos um povo viciado em novelas (da Globo), que compra Friboi, a carne da família (da Globo), que idolatra os artistas (da Globo) e que ama o futebol (da Globo). O mundo se tornou globalizado e o Brasil virou Global.
O tempo está passando, as necessidades vão mudando e cada vez mais o que é verdadeiro está se perdendo, dando lugar aos modelos padronizados de vida. A mídia mudou o conceito de beleza. Para ser belo, é requisito obrigatório ser tal como os "capa-de-revista" que se exibem aos olhos das milhares de fãs irracionais e infantis (Sem distinção de idade) e ser belo aos olhos da nossa sociedade hipócrita se tornou obrigação para o amor em muitas pessoas. Ainda existem muitos casos de amor por aparência, e abandono de um suposto amor em detrimento da aparência.
Não vale a pena dar prioridade à beleza física imposta pela mídia atual, isso é um fato, e que só é comprovado quando sentido na pele no fim de cada história escrita pela caneta da banalidade. Isso mesmo! Cada dia mais escrevemos as páginas das nossas vidas com valores banais, fúteis e irracionais. Apanharemos, e muito, das nossas próprias atitudes isentas de sentimentos, durante o decorrer do tempo. 


Aparência por aparência, os padrões da 
sociedade Renascentista
 me agradam mais... e não é por mera fertilidade.


Cada indivíduo tem sua particularidade e suas preferências, porém a imagem vendida pelos comerciais de tevê burlam a nossa capacidade de escolha por sentimento e pensamento próprio. A alienação é uma realidade, e também me sinto alienado em diversos aspectos. Todavia, a aparência física denominada, hoje, de belo ainda não é prioridade na minha vida. Amores, paixões, prazeres, ainda ficam à frente de qualquer que seja a imposição midiática. 
Pode parecer um tanto utópico, sim, mas eu recuso e com facilidade qualquer que seja a oferta dada que seja oposta a o que existe no meu Eu. Essa reflexão vale para vermos que o Amor tem que ser maior do que qualquer possibilidade de ascender socialmente diante dos valores contemporâneos de moda. Vamos amar mais e consumir menos!


O amor supera tudo, mas só o amor de verdade, invulnerável a padrões.



Abraços.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desfigurando roteiros



 Orno riachos poéticos e faço deles meu destino, atalho... Destinatário.




Ir além da linguagem. (Bhodidarma)


        Dentre as viagens que realizo, certa vez me deparei com a forma graciosa de mergulhar nos cultivos do meu espírito. Foi entre ondas fervorosas e buracos negros. Descobri que é lá onde está a celestial força que me faz desbravar infinitos do meu ser. A minha mutável mania de pertencimento. Atravesso planetas de andorinhas que me fazem dançar a calmaria do silêncio e fazem dele meu par. Percorro estrelas tão envolventes quanto os serenos cantos de espanta-boiadas do vasto campo onde espero a jangada. É dessa parte que abraço mais.
        Passo entre arvoredos verdejantes que me esperam no porto do descobrimento. Mas na verdade não há um porto. São vastos; cada um na expectativa de ser cúmplice e testemunha do laço que se faz entre os cordões que cada ser humano carrega até amarrá-los num pedaço de tronco pertencente ao porto. E sabes a entidade do porto? A convivência. Ela precisa ser exagerada, não em tempo, épocas. Mas sim, momentos; a convivência precisa de intensidade pra que possamos saber se as cordas serão enlaçadas com força ou frouxas, suscetíveis a correnteza, ventania, que carregue a jangada experimental do nosso efêmero desfrute. Quando então avistei os raros riachos poéticos, soube no mesmo instante o que diria para eles em gratidão pela inspiração trocada:

- Encantamento e regalo. São as flores que eu trouxe pra cobrir tuas margens. Eu acolho teus rios, banho-me das doçuras que as águas me trazem, sou tão escorregadia que me faço água também. Deixas que eu beba de tuas águas, e te retorne na linguagem que só tu entendes, caro 'poetiglota' das nações sensíveis existentes em cada ser. Mas advirto, só por um tempo, especificamente quando leio teu curso, as marcas que deixas na trilha de seres vivos que conhecem teu destino. E qual teu destino? Onde está teu roteiro? E tu segues. No teu soberano passo em que jorras poesia cheirando os mariscos valencianos, as embarcações que ancoram na tua imprevisível água. Quando vê que são pra te agraciar enfeites do mar, trazendo notícias do bálsamo que te espera - o Senhor da luminosidade, Oceano em misticismo e símbolo em oceano - aí então tu te acalmas. Teu caminho é longo e cheio de encontros. Os mais serenos e delicados, porque tu escolhes ser água, ser instrumento de purificação. Ser natural e acolher a natureza. Carrega contigo riquezas intocáveis. Tuas. E faz mais que rio, doa um pouco de tua fonte para que eu possa amenizar minha insaciável sede pelo dom de sentir a vida. Desprende-te e me faz seguir teu curso. Sou levada pela pureza que envolve tuas águas escritas em lindas manifestações de amor e transcendência. Elevas meu ser, sabias? Faz que saiamos das conchas da vida. Estou eu aqui, fora de mim e mais dentro da minha alma. Me embriago do teu líquido. Entre risos e fascínio. Minha boemia colorida se estende pela aurora energizada de luminosas sereias. O teu instigante corpóreo volátil me encontra pelo delírio de ser no espaço do nada. O enredo só se inicia. Espero fervorosa pelo desenrolar da etérea onda que me entrelaça. Vamos adentrar no sentir a vida. Desvendar a capital do instante, poesia.

domingo, 11 de agosto de 2013

O botão.

                                                               Siga o que indica a imagem.

O medo retorna, medo da sensação morna da ameaça de explosão. A mãe chora, lembrando das suas crianças mudas telepáticas, que se foram naquelas cenas dramáticas. Suspiram com choro, suspiram de solidão.
A lembrança ruim assola o mundo, nunca se sabe o que vai acontecer pela fachada ou pela porta do fundo, nem se sabe mais de onde o mal é oriundo. Mundo imundo!
Um garoto lembra de sua prima, que, cega inexata, brincava pelo parque. A menina, natural de Hiroshima, não sofreu mais porque morreu 3 dias antes de perder o pai em Nagasaki.
Os polos que controlam nossos passos só se enchem de ódio e tratam a vida como a briga pelo pódio. Enriquecem o povo de alienação, socam informações predefinidas em nossos crânios, enquanto nas usinas só se priva o urânio, ou qualquer outro elemento que possa fazer o mal com o toque do ser desumano.
O botão está de volta! A volta de uma guerra de gelo, possível antecedente de uma briga catastrófica, quase que um pré-genocídio. Esse botão não se toca, parece que tem casa sem espelho, insiste na guerra tóxica, merecia viver em presídio.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Segundo prefácio das viagens



Namastê! 


Surjo de um dos meus Universos pra dizer sobre as canções da minha alma. Entre a meada do fio, Gabriel, um poeta, artista transformador de mundos, me dá as honrarias de compartilhar ideologias numa rede livre, que transborda sensibilidade e delicadeza. Portanto, gratidão, amigo! Por me agraciar com um espaço onde exponho também minhas viagens. E como não se encantar com elas? Viajar é um ato tão instigante. Sair de si e experimentar as energias renovadas de romper a capa. Estar exposto pra vivenciar o que antes era desconhecido. Viajar é mar. Horizontalmente começo a ganhar espaço ao passo que abranjo minhas conquistas em formato manual, ganhando areias. Minhas águas em extensão. 

E logo depois, recolho o que consigo absorver do atemporal movimento das marés do meu ser, que anseia por dinâmicas viagens, essas que me trazem até aqui. E mais que isso, viajar é sinônimo de jornada. Fazê-la é também percorrer universos do meu íntimo. E por que não dizer que uma das razões de existir seja constantemente realizar viagens internas, onde paisagens são modificadas conforme nossa aura muda de cor, pensamentos e gostos. Que venham surpreendentes, emocionantes e extraordinárias viagens nos misteriosos infinitos do pensar poético!

Avante, cosmonautas! 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Plim, plim.

A programação pobre, especialmente do horário nobre, encobre toda a dura realidade que se passa na sociedade, mascara o político corrupto, esconde o executivo esnobe, faz papel solidário fajuto e nos prende à novela das nove.
Somos alienados! Damos brecha ao aparelho de TV ligado, deixando esclarecimento e resistência de lado. Vivemos pelas cidades conversando sobre os cada vez mais inúteis "shows de realidade". A TV cala nossa boca, a TV é louca e nos enlouquece ao ponto de termos pouca vontade de ter vida solta. A TV nos prende, nos rende, sente que pode ser maior que a gente e sempre, de repente, nos surpreende com uma epidemia que nos deixa inconscientes.
A programação do dia nos assombra e nos espia, traz uma espécie de lombra que vicia, que nos desvia do caminho, da real estrada. O que se enxerga na telinha é pior que gordura saturada, entra na nossa sala e traz sedentarismo. O que chega na nossa visão é a informação pífia, e quem dita todo padrão hoje é a mídia. Estamos sem saída, sem um ponto de fuga, já que quando se pluga a antena, tudo se afunda em quarentena.
NINGUÉM é totalmente inalienado, ninguém está isento desse fardo, de uma comida que nunca deixa o povo farto, na verdade traz mais apetite, é quase uma inflamação, é uma "alienite". Só que o poder está nas nossas mãos, o poder de desligar a televisão, fugir dessa tele-escravidão, entendendo que o mundo é de uma imensidão agradável, de uma notável vastidão. Então, se vier o "Corujão", o "Caldeirão" ou o "Domingão", use um advérbio popularmente conhecido como: NÃO!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O mover.

Como astronautas, devemos garimpar descobertas.

O que nos move é a necessidade do descobrimento, do auto-descobrimento. Necessidade de se pôr fermento para o crescimento mental. Tal movimento, que causa certo enjoo em quem o faz, pode ser lento como uma lesma, ou rápido como o vento, a depender do entendimento pessoal.
O que nos toma o poder de movermo-nos é o fechamento da mente, a escuridão naquilo que se sente, no que, realmente, nos faz sorrir ou chorar. A imobilidade do pensamento, ou até da alma, bate palmas para o nosso relento, para nossa aflição.
Com a falta de movimento, nos tornamos vulneráveis, ou mais vulneráveis do que já éramos. Sentimentos, antes intragáveis, passam a ser realidade no nosso acordar e no nosso sono, no nosso andar e na inércia, na nossa vida que, na verdade, é uma peça de teatro, que nem sempre será sucesso de bilheteria. Aliás,  sempre costumamos vender poucos ingressos para a nossa cotidiana encenação, pois quase sempre o regresso consegue nos tirar a concentração e cambalear nossas pernas, até que sejamos derrubados.
Todos deveriam saber o valor que existe nas interrogações da vida, nas prorrogações insistidas, nas discussões proferidas, nas idas e vindas do universo humano. Visão de mundo se cria, seja com sociologia, teologia, filosofia ou numa sadia esquizofrenia do pensamento. Portanto, e afinal, para "sair do lugar" é preciso buscar a instrução, saber pensar com a cabeça e amar com o coração, acordar de terça a terça disposto a ter o universo na palma da mão. Vale ser desbravador de constelações, equilibrista de relações, contribuinte para formações... é necessário se ter fome de comer o "saber" para não morrer, já que para mover-se, primeiro é preciso se mover.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Embarque

Viajar...

 Bem, acho que eu nunca mencionei tanto a palavra "viagem" como nesses últimos dias. Essa volta ao mundo dos escritos me fez voltar também ao mundo das viagens.

 A pergunta é: Você tem viajado?

Não, eu não estou perguntando se você foi a Paris, ao Rio de Janeiro ou Caruaru. Quero saber se dentro da sua vida existe viagem. Me interessa ficar por dentro das suas empreitadas pelo seu universo interior, pela sua criatividade imaginária, que é capaz de te levar a Tóquio ou a Tangamandápio (evitando a fadiga) em um simples reflexo de pensamento.
Algo que me admira é que as crianças têm, de forma até exagerada, esse hábito de flutuar por 'mundos distantes' e ideais  (talvez é o que me faça ter um lado sonhador e viajante). Me lembro que, quando menor, assistia a uma série de desenho animado chamada "Histórinhas de Dragões", onde um casal de irmãos viajavam ao falar um mantra mais ou menos assim: "Eu desejo, de todo o coração, voar para bem longe, para a terra dos dragões". Após essa fala, eles embarcavam num arco-íris para uma terra cheia de bucolismo e dragões que brincavam e corriam pelo parque felizes da vida. Parece coisa dos 'retardados' ou lunáticos - como são comumente chamados os que fazem esse tipo de viagem -, entretanto, comprar uma passagem de embarque para os sub-mundos da vida é muito interessante e pode ajudar a curar tristezas cotidianas.
O sub-mundo que cito pode ser encontrado de várias formas, basta a cada um descobrir a sua. Há quem goste de viajar pensando na letra de uma música, outros preferem se apegar à fé e viajar para um mundo onde se tem contato com a divindade, e por aí vai. Cada um se esforça para descobrir seu 'outro mundo'.

ATENÇÃO! Toda essa ideia de ir para outro mundo não quer dizer que se deve criar uma idealização para sumir do mundo real, sendo, assim, uma pessoa anti-social ou até mesmo 'retardada' (não sei se é o termo correto). É somente uma sugestão! 

VOCÊ! Você que se estressa o dia inteiro, que vive na pressão dos estudos, que vive ilusões diversas, que vive no tédio... Você mesmo! Deita, se isola um pouco de celular, internet, televisão e afins. Tira um tempo para tocar um instrumento, para ler um livro, para pensar no universo em que você vive, para bolar soluções para os seus problemas, para meditar, para orar, enfim, para ter algumas horas de paz. Cuide do seu interior!



"Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino"
                                                                       Tony Garrido



Para finalizar, quero que pensem no que foi dito. Pode ter sido bem confuso, já que não vou fazer grandes revisões, entretanto, acho que dá pra entender minha mensagem. Quero que vocês viajem, quero que peguem uma passagem de embarque para qualquer outro mundo, com exceção do exterior. Espero poder intermediar essas viagens!



Ps1: Estou aperfeiçoando o blog. Da primeira postagem pra cá, já pude mudar algumas coisinhas. Na barra lateral, coloquei três links. O "musicando", o "biblioteca" e o "sugira", este que irá intermediar suas viagens com as minhas.
Ps2: Em breve, terminarei a página do blog no facebook, com mais algumas novidades sobre o blog.
Ps3: Sei que está muito repetitivo, mas VIAJEM! (Só pra fixar a ideia mesmo)


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Prefácio das viagens


Em tantas empreitadas pela vida de escritor amador, nunca consegui saber como iniciar um projeto. Ajudaria muito se existisse um livro "Como fazer a primeira postagem para o seu blog quase não visitado". Como esse livro não existe (Ao menos, nunca ouvi falar sobre o mesmo), tento me virar com as minhas míseras e nada criativas palavras.
Já escrevi de tudo, de esportes a críticas literárias. Nunca ganhei nada por isso - à exceção de alguns elogios pelo esforço - o que não me importou muito. Aqui estou novamente! Desta vez, a proposta é escrever sobre o universo, sobre o que me aparece como universo, como cosmos, seja em forma de música, poesia, pintura ou até na forma astrofísica mesmo.
Falar de universo é sempre uma experiência massa, é sempre um prato cheio para viagens psicológicas e embarcações para mundos interiores, que muitas vezes deixam de ser explorados.
Então, caros, esperem uma página com muita exploração do sensitivo, muita arte e, portanto, muitas viagens. Fiquem atentos a tudo que está por vir aqui.

Um grande abraço!

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